30A BIENAL S.PAULOSÃO PAULO, SP

   
30A BIENAL S.PAULO

IDEIAS CHAVE

. sistema simples e reduzido de suportes;

. autonomia da expografia em relação ao pavilhão - suportes tocam só o piso;

. grid base ortogonal 10x12m;

. diagonais - apenas visuais, reforçam a transparência do pavilhão;

. grupos de salas - configuram um ‘dentro’ e ‘fora’ e vazios entre eles;

. dois percursos: grandes expressos (externo aos grupos) e um mais lento (interno aos grupos);

. três acessos: público geral, grupos educativo, serviços e logística:


suportes expográficos a ideia é criar um sistema simples composto por um conjunto reduzido de suportes expográficos e alguns princípios básicos de organização que sejam suficientemente flexíveis para criar as melhores condições de experiência para cada obra. Através da associação de suportes (a principio quatro tipos de painéis, com três alturas, e três tipos de vitrines) será possível criar salas mais ou menos fechadas, regulando o nível de intimidade e de relação visual com outras obras e com o entorno(ver croquis 6, 7 e 8). Reduzindo ao mínimo essas tipologias pretende-se conseguir que a exposição toda, apesar da diversidade de ambientes, seja apreendida como um conjunto articulado.
Um aspecto relevante que apareceu nas conversas até o momento é a diferença de escala marcante: obras de grandes dimensões e séries de obras de pequenas dimensões, às vezes inclusive dentro da seleção de obras de um mesmo artista. Cada um desses tipos de obra requer espaços e proximidade diferentes. Também aparecem obras muito delicadas, portanto além dos suportes usuais como painéis/paredes e salas, deverá ser desenvolvido em detalhe um conjunto de dispositivos como vitrines em mesas, em paredes, estantes, prateleiras.

grupos de ambientespara obter variações de intensidade, necessárias em uma exposição com as dimensões da bienal, os ambientes formados pela associação de suportes-tipo deverão ser agrupados em conjuntos. Esses conjuntos permitirão estabelecer relações entre obras por proximidade e também por conexão visual ou mesmo pela continuidade de percurso (ver croquis 2 e 7). Mas além disso, ao estabelecer esses conjuntos, cria-se um dentro e um fora e, entre eles, vazios (ver croqui 3). Tanto esses lados de fora, em geral sem obras, como os vazios, serão como silêncios, pausas ou descanso visual para o visitante.

relação expografia/pavilhãoa intenção é que a montagem mantenha autonomia em relação ao edifício e que seja percebida claramente como uma intervenção no espaço existente. Para isso os planos e suportes expositivos não deverão tocar pilares, teto, paredes ou a fachada do edifício, apenas o chão.

Será usado o grid ortogonal determinado pela estrutura do pavilhão (10x12m) como referência para a distribuição dos painéis ou vitrines. A instalação de suportes em diagonal será exceção, como recurso para sublinhar algumas relações ou em instalações em que sejam imprescindíveis. No entanto deverão ser criadas linhas visuais obliquas potentes, especialmente como forma de explorar a transparência do edifício (ver croqui 4).

três acessos: um de serviços e logística, na extremidade norte do pavilhão, próximo aos elevadores, outro para público em geral, na face oeste, pelo portão sob a extremidade da marquise. O terceiro, reservado para o acesso dos grupos agendados do educativo, será através do portão sob a rampa transversa, do lado oposto à entrada da marquise. Essa hipótese depende de um melhor estudo dos fluxos de carros e ônibus e da localização das áreas de apoio do setor educativo.

percursos os fluxos de visitação poderiam incorporar a rampa externa como complemento à rampa no vazio. Dessa forma a circulação fica menos determinada e aumentam-se as possibilidades de percurso. Outro ponto a favor dessa hipótese é que a rampa transversa cria um contraponto à centralidade excêntrica da rampa do vazio.

Na exposição haverá uma hierarquia de fluxos: um mais largo, entre os conjuntos de salas/obras,

com grandes eixos e largas perspectivas. Visíveis a partir desse percurso estarão as obras que permitem uma experiência menos protegida. Os outros percursos serão os internos aos conjuntos. Estes terão visuais mais controladas e se darão entre as salas, próximos às obras, mais lentos (ver croquis 1 e 2).

praça das vozes admitindo como viável o uso da rampa externa, uma hipótese interessante para a praça das vozes seria distribuí-la pelos três pavimentos. Criando uma espécie de ‘largo’, próximo à chegada da rampa em cada pavimento. Localizadas nas mesmas coordenadas em todos os andares, construídas com estruturas espaciais com as mesmas características, criaria uma torre virtual (ver croqui 5). Além disso, ao fragmentá-la e distribuí-la, fica mais integrada à exposição, eliminando o risco de que se torne uma ilha, um corpo separado da exposição.

Data do projeto: 2012
Data de conclusão: 2012
Equipe: Martin Corullon, Helena Cavalheiro, Felipe Fuchs, Bruno Kim, Marina Iioshi, Francisca Lopes, Rafael de Sousa