AXEL SPRINGERBERLIM, DE

COM PAULO MENDES DA ROCHA

   
AXEL SPRINGER

Respondendo ao claro e belo enunciado das vontades da Axel Springer, nossa proposta foi uma construção capaz de amparar, distribuindo no espaço, as atividades que serão capazes de cultivar a imagem da Axel Springer no tempo. Ilhas de edição. Um discurso permanente e eternamente inacabado, com a intenção de Matrix de todo o “Existing Axel Springer Complex”, na formação da “consciência e da linguagem”, com os melhores recursos da comunicação atuais.

A engenharia destes espaços é realizada a partir de dois edifícios esbeltos e paralelos, cada um com 100 metros de extensão, ao longo das ruas Schützens-Strasse e Zimmer-Strasse, em concreto armado e afastados 50 metros um do outro constituindo, na planta, um vazio retangular de 6500 m2 de área. Em conformidade com o trapézio destinado à construção. Estes dois edifícios foram pensados como os pilares para uma expansão volumétrica com estruturas transversas em treliças metálicas. Como resultado, espaços livres de colunas para realizar os 40.000 m2 estimados ao abrigo de quatro mil usuários pretendidos.

A ideia é obter um grande ambiente prismático com fechamentos cristalinos ao longo dos jardins da Axel-Springer-Strasse e da Jerusalemer-Strasse, aproveitando efeitos do sol, modulados com a formação oportuna de nuvens ou neblina. O sistema construtivo das ilhas de edição, as vigas-treliça transversais com altura estrutural de cerca de 6 metros vencem o vão de 50 metros, em conjuntos de quatro vigas para três vãos de 10 metros cada, para comodidade das lajes, formando recintos autônomos com 1.500 m2 cada, dispostos no espaço.

Foi proposto o piso elevado e forro rebaixado para as instalações, alimentadas pelas torres-pilares paralelas, amparando o sistema de elevadores – tráfego vertical, escadas, instalações sanitárias, copas e todo o sistema vertical de tubulações. Também, os engenhos de produção da neblina nas empenas de cristal. Cada nível de parada dos elevadores realizará dois espaços, somando 5.000 m2 por pavimento. Na área central há um vazio com claraboia e sistema de controle da insolação zenital.

O nível das ruas da cidade de Berlim será o mais aberto possível ao público, de vários modos intrigantes como sugerem os desenhos. A ideia é de uma praça aberta, entretanto climatizada, contradição inexorável, nesse caso. Para receber reuniões, conferências, seminários e encontros internacionais. Com cantina- café e um restaurante público com vistas para o interior do conjunto construído.

A relação visual entre o edifício e a cidade acontece em duas formas opostas. Ambas, da mais transparente e a mais sólida apresentam, apresentam uma forte conexão como contexto urbano. Tal fato se dá pela abertura para a Axel-Springer-Strasse, um grande salão dedicado às notícias do dia. Um espetáculo de imagens e som. Um lugar para ler o mundo. Este espaço de trabalho, criado assim artificialmente, é o novo lugar para cultivar os futuros projetos, diante da imprevisibilidade da vida.

Paulo Mendes da Rocha


Cliente: Axel Springer
Data do projeto: agosto de 2013
Área total Construída: 59.229,00m²
Projeto de Arquitetura:
Paulo Mendes da Rocha
Metro Arquitetos Associados: Gustavo Cedroni, Martin Corullon, Sol Camacho;
Colaboradores:
Metro: Miki Itabashi, Helena Cavalheiro, Isabel Vincke, Marcio Tanaka;
Estrutura:
AFA Consult: Engs. Rui Furtado e Pedro Pereira.